quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Veja o Que Eu Vejo.

Por que você está chorando mesmo? Venha, olhe-se no espelho. O que vê?


Pois é. Eu vejo uma moça linda, com um sorriso malandro de quem já sofreu mais do que achou que aguentaria. Mas você aguentou. Vejo também um brilho no olhar que só pessoas especiais podem enxergar. Ele não enxergou porque ele não vale a pena manter por perto. Pessoas que têm a capacidade de enxergar suas qualidades e a tratam com respeito são dignas de ter sua companhia como um presente.

Sou um exemplo disso. Só eu sei o que passei. Só eu sei o que chorei. Mas estou aqui dizendo que um dia valerá a pena. Viva-se! Ame-se! Você é capaz disso.

Ele não mudará por você. Ele não mudará nem por ele mesmo. Se ele amasse ao próximo, trataria até o garçom estonteantemente bem. Ele nunca foi aquele fofo com flores e café na cama. Ele é o que ele esconde. Ele é aquele que chuta a cadeira da cozinha, que dá um soco na parede quando, na verdade, era para ser o seu rosto no lugar. Ele não é um príncipe e você não é uma mocinha indefesa.

Veja este espelho! Você aguentou mais do que isso tudo! Você é forte! Você merece algo melhor w que enxergue este brilho, que sinta a calma que sua presença transmite. Você merece alguém que te olhe como a Rihanna olha para o beck dela. Você merece alguém que não seja um Jhonny Depp da vida. Você merece se enxergar naquele mundo que é só seu. Você merece se amar mais e se dedicar a ser feliz porque de desgraça já basta o que a sociedade está se tornando.


Seja a diferença!




domingo, 2 de outubro de 2016

Tudo o que você precisa saber sobre ela.

Ela é linda. Por onde passa, deixa sua forte opinião. Nem todos gostam, mas todos a notam. É incrível como ela consegue ser autêntica, ser marcante, ser ela mesma. Você mesmo já deve ter olhado para ela e ficado paralisado, com o batimento acelerado e sem palavra alguma para retribuir aquele sorriso largo que ela sempre dá quando está confortável em algum lugar.

A cada passo que ela dá, sem perceber, você a acompanha com os olhos. A cada gesto, a cada fala. Você sorri e nem percebe. Você a observa enquanto ela, toda distraída e atrapalhada, derruba copos depois de beber um pouco demais e ainda se encanta com a cara que ela faz ao pedir desculpa. O corpo dela não é um convite para um playground. Ela sabe usá-lo. O caminhar desta mulher acompanha a música em seus fones de ouvido. O Indie não sai da playlist.

Sua chatice incomum, disfarçada como “personalidade forte”, faz com que ela seja, muitas vezes, temida – principalmente pelo sexo masculino, afinal, imagine como seria se ela fosse ingênua e insegura! “Decidida” é a palavra que mais usam para descrevê-la. É frio ou quente. Nada de morno quando se trata dela.

Quando ela ouve algo que realmente goste, deixa escapar um sorriso pelo canto da boca antes de alargá-lo, mostrando, assim, todos os dentes – seguido de uma cabeça baixa e um olhar constrangido. Ela não lida bem com elogios regados por segundas intenções e, dependendo do homem, ela sequer dá bola. Nunca a vi aceitando cantada sem responder que o rapaz deve respeitá-la – acompanhada, sempre, por algum xingamento cheio de adjetivos.

Mas, quando ela, tão distraída, age como se estivesse sozinha em algum lugar, sempre haverá quem vá repará-la. Quando a notam, encantam-se. Até mesmo o homem mais sensato fica sem reação, só a quer por perto – mesmo que só pela companhia de algumas horas, pois sua energia é contagiante!

Com nome difícil, frases certeiras. Ela não aceita discurso de ódio e poucos a ganham se fazendo de homem cisgênero desconstruidão. Quando ela chega, a festa começa. Quando se vai, fica a saudade. Sua voz e sua risada marcantes fazem uma puta falta. Ela ri com vontade, ri porque está se divertindo, ri porque aquele dia está sendo incrível. Ela ri porque quer. Ela ri por ser ela mesma e não precisar de mais nada!


sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Como Eu Era Antes de Você

Lembro-me de meu primeiro namoro. Era um relacionamento romantizado por muitos. Eu não era feliz, mas achava que precisava estar com alguém para me autoafirmar. Ele me obrigava a me cuidar, a usar a maquiagem que ele queria, o cabelo como ele sempre preferiu. E eu obedecia, pois, por muitos anos ouvi “que homem vai querer uma mulher como você?”. Eu achava que precisava manter o que eu tinha por perto!
Quando ele levantou a mão para me bater foi o fim. Tive medo de terminar. Se ele quis me dar um tapa namorando comigo, a pessoa que ele dizia amar, imagine não estando comigo! Meses se passaram. Criei coragem e terminei. Fui perseguida. Por noites ele me gritou no portão de madrugada, sem respeitar o fato de que eu tinha de trabalhar na manhã seguinte. Fui ameaçada.
Passou-se um tempo e conheci outro cara. O nosso namoro era lindo, como o de um conto de fadas. Eu era a moça indefesa, que precisava de um homem forte e que me protegesse. Ele me amou muito, até demais. Sentiu-se meu dono e, por isso, eu não podia mais falar com pessoas do sexo masculino – mesmo que fosse meu melhor amigo. Era muito amor envolvido. Ele sabia que eu não conseguiria ninguém melhor. Eu fui socializada para entender o quão lixo eu era.
Lembro-me claramente daquela tarde no parque em que, finalmente solteira, vi meu terceiro namorado pela primeira vez: ele estava ficando com uma garota e olhando para mim. Tão tola, caí em suas armadilhas. Apaixonei-me. Afinal, eu acreditava que precisava ter alguém comigo para ser feliz.
Com o tempo, percebi que um relacionamento não era feito de sorrisos e pensei por muitas vezes que eu não havia nascido para sentir amor. Foram noites e noites de choro, afinal, como ele mesmo dizia, ele namorava, mas não recomendava isso a ninguém. Era difícil ver que ele não dava o mínimo de valor para a mulher que ele tinha ao lado, mas, com o tempo, percebi que quem precisava ter alguém para ser feliz era ele, não eu. Ele fez-se dependente de uma mulher e a menosprezava por sê-la.
Sempre ouvi coisas que me fizeram pensar ser uma Má Namorada. Eu era pouco demais e eles eram tudo. Eu aceitava tudo o que me rebaixava, pois aprendi que tudo deveria ser assim. Eu aprendi que ele fazia o que queria e eu deveria aceitar – senão eu não ficaria com ninguém!
Nunca me esquecerei de cada noite em claro, de cada lágrima derramada, de todas as vezes em que fui tida como a errada por exigir ter os mesmos direitos do que os que passaram por mim. Nunca me esquecerei que fui trocada friamente, mostrando, assim, que eu era só um pedaço de carne. Eu era só parte do status no facebook. Aquele amor todo que eu senti em cada relacionamento foi se acabando a cada dia, a cada choro.
No fim disso tudo, senti-me um lixo, um ser humano que ninguém quer – exatamente como ouvi a vida inteira que eu era. “Quem vai querer alguém como você?” era o que eu repetia diariamente em frente ao espelho. Talvez tenha sido a pior fase de minha vida, pois, antes, tive de encontrar a aceitação. E, sinceramente, perceber que eu sou realmente incrível demais para os que passaram por mim foi a pior parte. Um número incontável de bocas foram beijadas para que eu entendesse que eles não me quiseram no final das festas, mas no começo delas. Foram muitos “eu não preciso disso” e muitos babacas que encontrei por aí. Mas só percebi minhas qualidades quase um ano depois de ficar solteira pela última vez. Foram muitas recaídas. Foram muitas noites me sentindo um nada. Foram muitas noites lembrando-me de um abuso que eu nem sabia que havia acontecido.
Conforme este tempo de desapego passou, percebi que minhas qualidades são realmente boas. Percebi que mereço alguém que me trate não como uma princesa, pois não sou indefesa, mas como um ser humano assim como ele – sou muito mais Mulan do que Cinderela! Percebi que uma pessoa que rebaixa o sexo feminino simplesmente por ser “de mulher”, não merece ter uma ao lado. Percebi que não mereço ouvir todas as frases que já ouvi em minha vida e que elas são opressoras o suficiente para terem destruído meu psicológico por anos.
Hoje sei que sou mais do que aquilo que me foi dito para me rebaixar. Afinal, as pessoas nunca passaram pelo que passei, não sabem das vezes que voltei chorando e com as mãos no volante aos 120km/h. Elas nunca saberão. Elas nunca saberão como me senti quando o homem que eu dizia ser o amor de minha vida me empurrou de uma escada quando se dizia bêbado. E muito menos saberão das vezes que ouvi de minha mãe que ela tem vergonha por eu ser como sou hoje.
Sinto que sou uma mulher completa exatamente pelo fato de ter aguentado tudo isso e por ainda assim estar de cabeça erguida, dizendo, aqui, que espero que as manas não demorem tanto quanto demorei para encontrar amigas que me mostrassem que minha socialização de estar feliz por estar com alguém é totalmente errada. Afinal, eu não preciso de ninguém para estar bem.


Pois é, futuro rapaz que aparecerá um dia em minha vida: eu era isso, toda ingênua, frágil e indefesa. Fui humilhada e sofri todo tipo de relacionamento abusivo. Saiba que não aceito mais qualquer um em minha vida e, se você aparecer, entenda que você foi o melhor que eu conheci.


segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Você Merece Mais Do Que Um Amor Meio Bosta.

Com o tempo começamos a ter um pouco mais de noção sobre o que é aceito ou não por nós mesmos – costumamos aceitar muita coisa por falta de conhecimento no assunto ou até mesmo por pura distração. Vivemos em um mundo em que nos ensinaram a aceitar o que vier (é lucro, né?!), porém nem tudo o que é chamado de “oportunidade” é bom. Costumamos ver a ideia de presente de uma forma muito errada e esquecemo-nos de pensar no futuro.

Questionem, garotas! Observem estas oportunidades e analisem se vale a pena seguir em frente com elas. Pensem que, se houver um futuro com o carinha que pede nudes seus no Snap, você não se sentirá desrespeitada com o fato de ele estar contigo e pedindo para outras garotas a mesma coisa. Analise se o carinha que te conquistou dizendo que você é gostosa realmente gosta de você ou de sua feminilidade – muitos deles não se importam com sua companhia, mas reclamarão se você não mantiver seu corpo como quando se conheceram.

Moças, peço: evitem choros futuros. Não se entreguem para aqueles que se dizem seus amigos, mas que, quando então entre os rapazes, só falam de mulher como se ela fosse um pedaço de carne ou um animal no cio.

Você, mulher, é mais do que isso e não merece sequer um amigo assim, quanto mais um namorado. Homens como estes não pensam em sentimentos alheios, apenas na contabilidade. Não falo isso para atacá-la e dizer que você escolheu o cara errado para se apaixonar – longe disso, afinal, não escolhemos nada quando se trata de sentimento, né?! –, mas a razão deve ser ouvida nesses casos e a frase “eu mereço alguém melhor” deve ser sita repetidas vezes nestes momentos em que o coração insiste fazê-la chorar.


E, convenhamos, meninas, a mulherada é maravilhosa e não merece alguém que, seja com palavras ou atitudes, rebaixe-a. Às vezes é melhor mesmo ficarmos sós, sem represálias e ninguém dizendo que “não somos mulher para namorar” – como se houvesse classificação para isso!


domingo, 31 de julho de 2016

Você é feminista e gosta de homem? Uéééé!

Ok, falemos de homem – sei que este assunto já saturou, mas estou cansada de ouvir “você é feminista e gosta de homem?”. Pois é, gente, por incrível que pareça, eu gosto de homem. Se tem uma coisa que eu gosto no mundo, é de homem! Mas o feminismo vai além de gostar ou não do sexo masculino.

Comecemos pelo objetivo geral do feminismo: ele é um movimento social que preza a igualdade dos gêneros, visto que o patriarcado por muitos anos predominou na sociedade, permitindo, assim, que houvesse sempre um gênero dominador e um submisso.

Com isso, eu prezo por homens que não me tratem como uma princesinha pelo fato de eu ser mulher, mas que também não seja um troglodita que acabou de sair do God Of War pelo fato de ele ser homem. Ele tem de me tratar bem por ter respeito por mim, por gostar de mim – e não adianta fingir que é um amorzinho no começo porque a gente sempre descobre mentiras aleatórias. Afinal, se um ser humano não trata bem os pais, irmãos, parentes próximos, o faxineiro, o porteiro, o garçom e o taxista, é sinal de que você, mero mortal, não é a fadinha da educação e este ser não vai te tratar bem por muito tempo!

Mas não vim falar sobre aquele tipo de homem que pensa que tenho obrigação de ficar bem por estar com ele (Falocentrismo? Não tenho de ficar bem por estar com macho. Tenho de estar bem por estar comigo mesma!) e que diz que não gosta de algo que eu use. Não vim falar daqueles que preferem a feminilidade da mulher ao invés da própria mulher – aquele que só fica com alguém que estiver impecavelmente depilada, com maquiagem como ele prefere, magra e com o cabelo fazendo a curva no vento como ele sempre sonhou. É preciso que entendamos que a mulher não precisa ser feminina para ser mulher. Mulher é composta por útero, não por maquiagem.

Vim aqui para falar de homem que sabe respeitar o fato de que, se eu quiser passar batom azul, eu vou passar. Falo de homem que quer minha presença, não apenas meu corpo e que vai me respeitar eu estando ao lado dele ou não. É necessário que seja entendido que homens são muito bem aceitos em minha vida. Porém, se ele quiser dizer como uma mulher deva ou não se portar, não dá para dividir sua vida comigo. Se um homem for extremamente grosseiro com qualquer ser humano, não merece minha atenção. Se um homem só souber manter a socialização de que ele é o predador, o macho alpha, o senhor da razão, não merece nem meu didatismo.

É de suma importância ser compreendido por todos que o feminismo não é sinônimo de sexualidade. Apenas luta-se por igualdade de gêneros, mostrando que o homem não é dominador! A sexualidade de uma pessoa não tem nada a ver com esta luta. Ser feminista não significa que tenha de odiar o sexo masculino, mas significa que eles serão selecionados para participarem de sua vida, seja como ficante, namorado, marido e até mesmo como amigo (visto que 57% dos casos de abusos sexuais contra mulheres seja por parte de amigos e familiares próximos). Vertentes devem ser estudadas para que estereótipos como o do título deste texto sejam quebrados.



Homens são sempre bem-vindos em nossa vida, contanto que saibam que ele não tem de opinar nada nela, apenas na vida dele!